(na foto à esquerda, Carlos Cachaça e à direita Seo Babaú da mangueira)
Esse título tava batendo o tempo todo na minha cabeça, letra de um samba, me lembrei de Babaú da Mangueira, que veio aos mais de 60 anos morar em São Paulo e trabalhar no Jogral. Seo Babaú er auma figura... Todo cheio de atividade, quem o acompanhava era o grupo do Osvaldinho da Cuíca. Seu Babaú virou meu amigo e vira e mexe, eu o convidava para alguma festa, gente finíssima. Uma vez, eu o levei para um samba na Vila Formosa, na casa de uma tia postiça, que nós arrumamos, Tia Geni, hoje morando em Rondônia, por conta de uma desilusão. Esse samba era um caso à parte, começava na sexta à noite, e só terminava no domingo . Uma das negras, dona da casa, era cozinheira de um embaixador. Imagina as guloseimas. Tia Luzia era uma baita de uma negrona, coisa assim de quase um metro e oitenta e uns cento e tantos quilos, aos sessentão, solteira, viajava o mundo inteiro acompanhando os bacanas, morava na casa dos patrões. Gostava de uma cangibrina, pura. Quando tava bem brasil, a rapaziada cantava " A nega Luzia " e ela girava no salão, feito a Iansã, que era. Quando juntava a pretaiada era uma loucura, coisa de senzala. O batuque era magistral. E no outro dia de manhã era uma ressaca geral, com todo mundo dormindo onde dava. E rolava umas sopas, as melhores comidas. Cheguei com seu Babaú e ele já cresceu o olho nas minhas tias, e o samba rolou, as negas sambando, o homi ficou louco. E ele tinha composto um samba no hotel, cujo refrão era esse mesmo " ô Coroa boa, vai lá prá casa, que tem vaga de patroa " e na hora da canja, todo mundo esperando seu maior sucesso " O Vaso de Barro ", gravado por CarmenCosta, tirou esse da manga. Foi uma graça. Ele o tempo todo lançando olhares concupiscentes. Foi demais, prá eu levá-lo embora deu upa!
Seu Babaú, figuraça! Hoje pintou uma saudade. À benção babaú da Mangueira.
Seu Babaú, figuraça! Hoje pintou uma saudade. À benção babaú da Mangueira.
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