Eu, menino de 18 anos, fui trabalhar numa Casa de música chamada, simplesmente " O Jogral ", que tinha sido comprada, por um cara chamadso Marcus Pereira, publicitário e que bebia com muita intensidade. Isso lá por 1975,quando a Casa já tinha mudado da Rua Avanhadava para um travessa da Consolação, perto do Cemitério, Rua Maceió, prá ser mais exato. Prá ser Sincero aconexão da minha Osasco de Antonio Agú até ali, só Deus sabe. Uma negra linda, chamada Vera, meio irmã encontrada e adotada pela gente, no meio da vida, era babá do filhos do Marcus Pereira . E me deu de presente, pois sabia que eu gostava, uma coleção de discos desse publicitário, que era louco pela cultura brasileira. Muito amigo do Martinho da Vila, dividiua sociedade do Jogral, com Martinho e Aluisio Falcão, pernambucano doido por cultura. E o resultado só podia dar naquilo. Dessa incursão nasceu a Coleção do mapeamento mjusical brasileiro. Uma das pesquisas musicais mais sérias, que se tem notícias e esse material era distribuído como " souvenir " da Agência de Propaganda, que é donde ele vivia...
Isso gerou um acervo riquíssimo, que só Deus sabe onde está...
Numa noite de terça-feira, tomo meu ônibus no terminal das Vila Yara e desço na Paulista, conduzido pelo meu frequente 715-F - Lgo da Pólvora- V.S. Francisco. O Peito batendo masi forte que surdo de marcação. Quando entro, na Rua Maceió, 94, alguma coisa mudou de imediato. Aquilo era sonho. As lições que eu recebia na Casa da Dona Maria, uma comadre da minha mãe, que os filhos eram entendidos demais em música, agora era fichinha. Eu tava vendo muitos dos personagens da minha vitrola. Aquilo era sacanagem. Sentei na mesma mesa, que Martinho, Aluisio e Marcus e um primo meu. Tomamos um porre fenomenal e batizado, já fui convidado a trabalhar, lá.
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