Deixa eu fazer justiça... Na verdade o fundador do Jogral, foi o Carlos Paraná, que era um cara da noite, compositor e cheio de amigos músicos. Dentre eles, o mais constante era
Adauto Santos, um negro mineiro que cantava demais. Carlos Paraná, foi o compositor de
" Maria, Carnaval e Cinzas " que o " Rei " Roberto Carlos defendeu num festival da TV
RECORD.
Eu vi performances maravilhosas do
Adauto Santos e sua turma, geralmente composta, por ele
Adauto, Viola e Violão, não lembro o contrabaixo,mas tinha o
Papete ( um
maranhense desencanado, que inventou a percussão ),
Théo da
Cuíca, percussão e
Cuíca, nossa ! E faziam um som lindo, lindo! Tinha na casa ainda,
Alaíde Costa, acompanhada do Miguel Trio, em que o baterista, Boi, era um barato !
engraçadissímo.
Evandro do Bandolim, um
alagoano, afilhado de
Pixinguinha, que
druante o dia trabalhava na
Del Vechio da Rua Aurora,96. Seu
time era inesquecível:
Evandro no
bandolin, Benedito Costa,no Cavaco, depois Dom Lúcio França, Pinheiro no 7 Cordas, de início,
manézinho da flauta, depois Carlos
Poyares,
Zequinha do Pandeiro, às vezes um surdo, tocado por
Silvio Modesto. Esse grupo abria a casa, depois acompanhavam uma cantora, muito interessante, Ana Maria Brandão. A circulação da casa era gigante, um monte de
garçons, entre eles os que eu mais lembro são Expedito, o
barman,
Jovino, o
Mâitre, Jaime, um português, que me dava
carona e batemos de carro uma vez de madrugada e quase morremos ambos ( Bati na Trave!) , e Agostinho, um
garçon que cantava imitando o Nelson Gonçalves. O
sonoplasta era um
caso à parte,
Chiquinho da Mocidade Alegre, de dia estafeta do Tribunal de Justiça, à noite
sonoplasta da Casa, aos fins de semana,
diretor de harmonia da Mocidade Alegre.Viajou com
Tereza Santos
prá Europa.
Osvaldinho da
Cuíca, o Sargento, que se apresentava com um grupo, e tinha sido eleito Cidadão Samba de São Paulo. Também no
cast tinha
Bob di Melo, um pernambucano muito bom, mas doido até...
A música se sentia completamente , à vontade naquele espaço. E as visitas? Só gente boa. Uma
vez uma mesa de
bacana, deixou uma
veuve cliquot, quase cheia e no final os
garçons, me chamaram pra experimentar.Ouvia falar tanto, mas confesso, que gosto mais de Cidra C
ereser. Coisas de pobre. O tal de caviar também experimentei e não gostei. Não senti sequer o gosto aludido por
Vadinho, em Dona Flor e seus dois maridos.Paciência. Em compensação, conheci a
chuleta do Bar da P
utas, que era nosso vizinho e até hoje não esqueço.Comida é isso!
Volto ao Jogral,quando lembrar alguma passagem interessante.